A Co-Dependência, Amor ou Maldição?

A entrega incondicional na relação amorosa desde há muito que se tornou um arquétipo universal, cantado pelos poetas, empolado nos romances e ilustrado no cinema ou no teatro em cenas dramáticas que nos comovem a todos, tal é o nosso desejo de sermos assolados por um  sentimento amoroso tão avassalador.

Na realidade, a entrega sem limites ao outro tem consequências nefastas para o próprio e revela diversas fragilidades justificadas pela intensidade do sentimento amoroso. Gradualmente a pessoa anula-se na relação para poder servir os interesses da pessoa amada, funde-se com ela chegando mesmo a perder a sua própria identidade, enquanto reclama não sentir da outra parte o mesmo empenho e devoção. Continuar a ler

Anúncios

Vida Dupla

Tenho 45 anos, sou casado e tenho um filho. Tive a minha primeira relação com um rapaz, tinha eu 12 anos, sempre tive atracção pelo sexo masculino, casei com 21 anos, pensava que os meus desejos e pensamentos eram apenas fantasias malucas. Vivo num eterno conflito comigo mesmo. Às vezes penso que vou explodir, tenho desejos fortes incontroláveis, já pensei em me assumir, mas ao mesmo tempo tenho muito medo em tomar uma decisão precipitada. Continuar a ler

Carta dos Direitos Pessoais

  1. Eu tenho o direito de pedir o que eu quero.
  2. Eu tenho o direito de dizer “não” a pedidos e exigências que eu não posso atender.
  3. Eu tenho o direito a expressar todos os meus sentimentos – positivos e negativos.
  4. Eu tenho o direito a mudar de opinião.
  5. Eu tenho o direito de cometer erros e de não ser perfeito.
  6. Eu tenho o direito de seguir os meus valores e crenças.
  7. Eu tenho o direito de dizer “não” a tudo aquilo que eu não me sinta em condições de realizar, que seja pouco seguro ou que entre em conflito com os meus valores.
  8. Eu tenho o direito de determinar as minhas prioridades.
  9. Eu tenho o direito de não me sentir responsável pelas acções, sentimentos ou comportamentos dos outros.
  10. Eu tenho o direito de esperar honestidade dos outros.
  11. Eu tenho o direito de estar zangado com alguém que eu amo.
  12. Eu tenho o direito a ser eu próprio e a ser único.
  13. Eu tenho o direito de expressar medo.
  14. Eu tenho o direito de dizer: “Eu não sei”.
  15. Eu tenho o direito de não dar desculpas e justificações para o meu comportamento.
  16. Eu tenho direito ao meu espaço e tempo.
  17. Eu tenho o direito a ser brincalhão.
  18. Eu tenho o direito de ser mais saudável do que aqueles ao meu redor.
  19. Eu tenho o direito de sentir-me seguro e de viver num ambiente protegido.
  20. Eu tenho direito a fazer amigos e a sentir-me confortável quando estou com os outros.
  21. Eu tenho direito de mudar e de crescer.
  22. Eu tenho o direito que os outros respeitem as minhas necessidades
  23. Eu tenho o direito de ser tratado com dignidade e respeito.
  24. Eu tenho o direito a ser feliz.

(tradução de “Bill of Personal Rights”, autor desconhecido)

Apresentação

Um novo ano evoca desejos e projectos novos. A criação deste blog é um desses desejos há muito pensado mas só agora possível de ser concretizado de forma mais sistemática. O blog vem substituir a informação sobre o meu trabalho até agora apresentada num formato de site e integrar novas componentes.

Pretendo assim desenvolver um meio de comunicação mais interactivo com as pessoas que desejam informações sobre psicoterapia e  psicologia clínica. Começo por apresentar informação específica sobre a minha forma de trabalhar e algumas questões surgidas em colaborações com revistas.

Planeio integrar artigos sobre temáticas relevantes nesta área de acordo com os  interesses dos leitores e responder a questões que desejem colocar. Serão também sugeridas e comentadas outras leituras tal como é habitual na bloguesfera.

Uma secção será dedicada aos temas mensais discutidos nas reuniões de clínicos da Associação Lavoisier, instituição sem fins lucrativos dedicada á prevenção e atendimento de pessoas na área da saúde mental.

Os votos de um excelente 2009 cheio de saúde!