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	<title>Rui Ferreira Nunes &#187; fobia</title>
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		<title>Ansiedade Social — Porque não queremos estar sós?</title>
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		<pubDate>Fri, 04 Sep 2009 15:49:21 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Vivemos numa época em que as formas de comunicação e de interacção social estão a atravessar mudanças significativas. As redes virtuais e os canais de chat substituíram em parte as salas de convívio e os salões de baile. Os códigos &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2009/09/04/ansiedade-social-porque-nao-queremos-estar-sos/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=39&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Vivemos numa época em que as formas de comunicação e de interacção social estão a atravessar mudanças significativas. As redes virtuais e os canais de chat substituíram em parte as salas de convívio e os salões de baile. Os códigos de sedução estão manifestamente alterados. Já ninguém pisca o olho ou pede lume para seduzir o outro, as pessoas estão pouco à vontade com o seu corpo e não têm consciência da  linguagem corporal.<span id="more-39"></span></p>
<p>A sociedade portuguesa ganhou maior mobilidade social nos anos 80 mas ressente-se agora na procura de novas referencias sociais. As pessoas têm com frequência dificuldade em posicionar-se face ao outro, em termos da combinação do estatuto sócio-económico, padrões culturais e interesses profissionais. A interacção &#8220;ao vivo&#8221; tornou-se mais rara e menos treinada durante o desenvolvimento, agravada pelo medo obsessivo dos pais em relação à segurança dos filhos e pelas dificuldades destes desenvolverem mecanismos satisfatórios de regulação da auto-estima e auto-confiança.</p>
<p>Uma das consequências destas mudanças é o desconforto que um número crescente de pessoas sente ao nível das relações sociais. É normal as pessoas sentirem algum tipo de ansiedade quando estão perante desconhecidos e têm de interagir com estes.  Mas quando este desconforto leva as pessoas a temerem situações de interacção social, a evitarem estarem num grupo ou a ficarem demasiado inibidas ou ansiosas perante alguém que não conhecem, estamos perante um problema de ansiedade diagnosticado pelo Manual Americano de Diagnóstico Psiquiátrico DSM-IV como Fobia Social.</p>
<p>Este manual aponta vários critérios que clarificam os sintomas que as pessoas normalmente apresentam: 1. Um medo acentuado e persistente em relação a uma ou mais situações sociais nas quais a pessoa está exposta a estranhos e ao escrutínio destes. O indivíduo receia agir de forma humilhante ou embaraçosa. 2. A exposição à situação social temida provoca quase sempre ansiedade. 3. A pessoa reconhece que o medo é excessivo e absurdo 4. As situações sociais ou de desempenho são evitadas ou toleradas com intensa ansiedade e mal-estar.</p>
<p>Para diferenciar a ansiedade social normal e a fobia social, o DSM considera que o problema interfere de forma significativa com as rotinas da pessoa impedindo-a por exemplo de desempenhar determinadas funções no trabalho, causa um grau elevado de mal-estar ou aflição e persiste pelo menos durante 6 meses.</p>
<p>As pessoas que sofrem de ansiedade social desenvolvem um medo irracional de que o os outros irão julgá-las de forma negativa qualquer que seja o seu comportamento. A ansiedade resulta essencialmente dum medo de rejeição por parte dos outros e da falta de confiança e aceitação de nós próprios. A ansiedade social produz efeitos no pensamento, no comportamento, no corpo e nas emoções. Dificuldades de concentração, não saber o que dizer, bloqueios do pensamento (&#8220;brancas&#8221;), tremores ou batimentos acelerados do coração estão entre os sintomas mais frequentes.</p>
<p>Para alem dos sentimentos de ansiedade, medo, apreensão e inibição, os indivíduos que sofrem de ansiedade social sentem uma enorme frustração e raiva consigo próprios e com os outros. Estes sentimentos são decorrentes de sentimentos de inferioridade, insegurança e da falta de esperança de poderem alterar o seu comportamento. A raiva e frustração podem dar mesmo lugar a sentimentos de tristeza e depressão.</p>
<p>Para algumas pessoas o problema está limitado a algumas situações como falar em público ou estar com pessoas sexualmente atraentes. Para outras, o problema afecta a maioria das situações que envolvem interacções com os outros. O grau de ansiedade sentido é variável tal como os sintomas. A ansiedade social pode ser também ocasional decorrente duma situação temporária de vulnerabilidade do indivíduo, normalmente causada por factores externos.</p>
<p>Como quase todos passamos por situações de ansiedade social convém conhecer alguns comportamentos  que poderão auxiliar-nos a estar mais descontraídos em contextos de interacção social.</p>
<p>A ansiedade tem como resposta fisiológica o aumento da adrelina no sangue que ao fim de cerca de 15 minutos despoleta o aumento da insulina que por sua vez tem um efeito calmante sobre o indivíduo. Podemos então observar que nas pessoas que tenham os níveis de glucose  adequados, ou seja que se tenham alimentado e dormido satisfatoriamente, a contra-reacção da insulina sobre o efeito da adrenalina é suficientemente rápida para que, ao fim de pouco tempo, possamos interagir com os outros de forma mais tranquila.</p>
<p>A prévia visualização interna das situações e a relativização do impacto que poderemos ter nos outros é outra estratégia bastante eficaz. Se pensarmos no tipo de interacção possível num determinado contexto ou mesmo na possibilidade de avaliação que os outros poderão fazer de nós, concluiremos facilmente que na maior parte das situações de interacção social, os julgamentos são apenas impressões superficiais que só poderão tornar-se juízos mais concretos se nos interessar aprofundar o contacto inicial com alguém. Mesmo nestes casos, teremos o poder de decidir com quem e sobre o quê poderemos partilhar determinados assuntos.</p>
<p>Relativamente a situações mais difíceis de gerir como falar público tem vantagem ensaiar várias vezes sozinho ou com alguém o que se vai expor em público. O recurso à medicação e o tratamento psicoterapêutico ficam normalmente reservados para quem tem este tipo de problema de forma continuada.</p>
<p>Nos casos em que a ansiedade social é generalizada, o problema está relacionado com a estrutura interna da pessoa resultante da combinação de factores biológicos, formação da personalidade e interacção com o meio ambiente.</p>
<p>Do ponto de vista biológico, as pessoas respondem de forma diversa quando o seu sistema nervoso é estimulado, podendo ser mais ou menos reactivas. Um sistema de alerta muito reactivo pode responder mais depressa e produzir sensações fisiológicas mais fortes, proporcionando uma sensibilidade apurada nas relações pessoais. Por outro lado, níveis elevados de reactividade e ansiedade podem tornar-se desconfortáveis por serem difíceis de tolerar.</p>
<p>O temperamento do indivíduo também parece ter influência genética mas são os primeiros anos de vida que determinam em grande parte a personalidade e o sentimento de segurança interno. A relação do bebé com os pais é um factor preponderante na forma como regulamos a nossa ansiedade. Os pais que são consistentes nas relações com as crianças, especialmente em termos de afecto, presença, constância nos comportamentos e empatia com as necessidades reais dos filhos, promovem indivíduos mais seguros, capazes de resistirem melhor à frustração e serem mais confiantes no contacto com os outros.</p>
<p>As relações no seio familiar e nos primeiros grupos de amigos têm um papel fundamental na forma como o indivíduo desenvolve mecanismos internos de regulação da auto-estima. A pessoa que se sente aceite e amado pelos familiares e amigos irá potencialmente construir uma visão positiva de si próprio e desenvolver um sentimento de valor intrínseco que lhe permitirá ser socialmente confiante.</p>
<p>Por outro lado, a forma como a família promove a autonomia dos filhos, dando-lhes espaço para experimentarem e lidarem com as consequências dos seus actos, proporciona uma visão realista do mundo e oferece as oportunidades necessárias para o treino de competências sociais e consequente regulação da ansiedade.</p>
<p>Experiências traumáticas de rejeição do indivíduo ou sentimentos de inadequação face às expectativas dos pais, professores ou outros podem comprometer a capacidade para a pessoa confiar em si e aceitar-se tal e qual é. As marcas deixadas por situações de rejeição ou descriminação podem mais tarde reflectir-se em dificuldades para responder a desafios e exigências mais complexas ao nível das relações sociais, profissionais e das relações intimas.</p>
<p>Factores externos como as imagens promovidas pelos media, valores morais e sociais,  a influencia da tecnologia na comunicação e o nível de competitividade no emprego ou na escola podem constituir-se como obstáculos importantes nas relações sociais e na procura de parceiro(a).</p>
<p>O nível de ansiedade social resulta da forma como cada um consegue gerir os múltiplos factores de pressão interna e externa. As relações sociais estão intrinsecamente ligadas à ideia de sobrevivência e de bem-estar, as pessoas dependem umas das outras e sentem-se estranhas quando são excluídas ou permanecem muito tempo isoladas. Mesmo sentados, sozinhos,  horas em frente a um computador, procuramos muitas vezes o contacto com o outro. Parece que o outro se torna fundamental porque de alguma forma reflecte o que nós somos como também nos  desafia a sermos diferentes.</p>
<p>Referencias:</p>
<p>Butler, G. (2007) Ultrapassar a Ansiedade Social e a Timidez, (Serra, H. Tradução) Lisboa: Casa da Letras (obra original publicada em 1999)</p>
<p>DSM-IV-TR Manual de Diagnóstico e Estatística das Perturbações Mentais (2002) (Almeida, J. N. Tradução) Lisboa: Climepsi Editores (obra original publicada em 2000)</p>
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