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	<title>Rui Ferreira Nunes &#187; desejo</title>
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		<title>Rui Ferreira Nunes &#187; desejo</title>
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		<title>A Defesa do Perfeccionismo</title>
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		<pubDate>Thu, 16 Dec 2010 16:40:12 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Caro Rui, Sou uma jovem de 28 anos o meu companheiro tem 29, conhecemo-nos desde os 11 anos de idade, temos uma amizade muito bonita, só namoramos à 8 anos e vivemos juntos à 4…parece uma escala cronológica:-) A questão &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2010/12/16/a-defesa-do-perfeccionismo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=53&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>
Caro Rui,<br />
Sou uma jovem de 28 anos o meu companheiro tem 29, conhecemo-nos desde os 11 anos de idade, temos uma amizade muito bonita, só namoramos à 8 anos e vivemos juntos à 4…parece uma escala cronológica:-)<br />
A questão é: eu tenho receio de ter parametros demasiados altos e do meu companheiro não conseguir estar à altura dos mesmos… ou sou eu que inconscientemente estou arranjar desculpas para que o meu companheiro não tenha que dar o litro na nossa relação… sou demasiado exigente por desejar o melhor para mim ou demasiado irrelalista por não conseguir simplesmente desfrutar do que ele tem de bom???</p>
<p><span id="more-53"></span><br />
Costumo pensar pra mim mesma que ele tem “material” para marido e consigo facilmente imaginar-me casada com ele (não sou católica, acredito racionalmente no compromisso do casamento, na dedicação ao outro) o meu cérebro sabe que ele é perfeito e será o melhor pai que eu poderia escolher para os meus filhos, mas a minha alma está constantemente a pedir-me para ser amada alimentada… com atenção, com carinhos, com palavras.. são coisas de mulher ou é um sentimento honesto???<br />
Às vezes chego a sentir-me envergonhada comigo mesma por ter um homem tão bom e ainda estar a “exigir” que ele seja romântico e sensivel, mas outras sinto-me revoltada por saber que está ao alcance dele “dizer que me ama” e que não o faz por opção.</p></blockquote>
<p>Olá Sofia, a problemática que descreve tem a ver com a Sofia colocar a fasquia demasiado alta para si e para o seu companheiro. Por outras palavras, a Sofia tem um lado perfeccionista que normalmente resulta do desejo de que os outros gostem de nós porque não gostamos suficientemente de nós mesmos.</p>
<p>O que está subjacente a esta defesa é qualquer coisa como: se eu for perfeito vão seguramente gostar de mim ou será quase impossível não gostar de mim, logo eu terei a atenção e validação de que estou carente. Por essa razão, na última parte do mail, a Sofia deseja que o seu companheiro expresse o amor que tem por si e que seja romântico e sensível. A Sofia procura que o seu companheiro a veja emocionalmente e demonstre gostar de si para que a Sofia se sinta melhor consigo mesma.</p>
<p>Repare, com tantos anos de relação ainda não está segura dos sentimentos do seu companheiro por si? Ou precisa que ele os demonstre continuadamente? Por outro lado, esta estratégia agradativa é expressa através dum desejo omnipotente porque obviamente ninguém é perfeito, e como tal, para além de ser uma forma de pressão sobre si própria e a relação, acaba normalmente por em algum momento fracassar, quanto mais não seja pela ansiedade que produz.</p>
<p>A procura da pessoa perfeita não é mais do que uma projecção da sua nossa própria vontade de sermos perfeitos, porque na verdade nos sentimos demasiado imperfeitos. A fantasia do companheiro perfeito pretende preencher o vazio afectivo que resulta da falta de gratificação narcísica durante o crescimento. Contudo, esta defesa acaba por impedir uma melhor aceitação das vulnerabilidades do outro como as de nós próprios, dificultando o compromisso com o outro e a construção da intimidade. O outro nunca parece ser suficientemente bom porque eu idealmente gostaria de ser perfeito e estar em relação com uma pessoa perfeita que reforce a minha idealização. Desta forma, estabelece-se uma insatisfação constante com o próprio e com o outro, destrutiva tanto do eu como da relação.</p>
<p>Procure amar-se a si própria e ao seu companheiro sem ter que medir o amor através das qualidades infinitas dum marido ideal que não é mais do que uma projecção do seu eu ideal. Afinal todos somos bastante imperfeitos e não é isso que nos impede de amar e ser amados!</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/53/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=53&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Deixámos de ter sexo</title>
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		<pubDate>Fri, 28 May 2010 06:09:45 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consultório online]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[relação]]></category>
		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Chamo-me Paulo tenho 39 anos e sou casado à 8 anos com uma mulher maravilhosa, somos pais de um belíssimo filho com 6 anos. A minha esposa não tem desejo sexual e também não sente necessidade do mesmo, isto desde que o nosso &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2010/05/27/deixamos-de-ter-sexo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=47&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Chamo-me Paulo tenho 39 anos e sou casado à 8 anos com uma mulher maravilhosa, somos pais de um belíssimo filho com 6 anos. A minha esposa não tem desejo sexual e também não sente necessidade do mesmo, isto desde que o nosso filho nasceu.<span id="more-47"></span></p>
<p>No tempo de namoro tive que me impor um pouco para que tivesse-mos relações sexuais, as quais não correram lá muito bem. Eu tenho tendência para me excitar em demasia, e na 1ª vez que tivemos relações sexuais não aguentei tanta excitação e masturbei-me antes mesmo da penetração, ela não gostou da situação pois pensava que eu estava a gozar com ela.</p>
<p>Após a 1ª experiência falhada tentamos várias vezes e eu em muitas vezes voltei a ter ejaculação precoce, no entanto com a ajuda dela a nossa vida sexual foi se acertando, até ao ponto de termos quase todos os dias relações sexuais.</p>
<p>Namoramos cerca de 1 ano e decidimos casar, passado meio ano a minha esposa engravidou e começou a ter menos desejo sexual. Após o nascimento do nosso filho o desejo sexual dela foi desaparecendo, tendo uma ou outra vez uma relações um pouco à pressa e sem qualquer vontade por parte dela, eu não, tinha sempre muita vontade em voltar a fazer sexo com a minha esposa. Nas pequenas vezes, raras, que tínhamos relações, ela queixava-se muito que tinha dores e eu com isso excitava-me que consequentemente tinha orgasmos praticamente só de ela me tocar. Passamos a não termos penetração e de tempos e tempos, muito longínquos, eu acercava-me dela e “forçava” o acto sexual. Quando digo força, insistia para que ela tivesse necessidade de ter relações sexuais comigo. Algumas vezes, poucas, a minha esposa, a muito custo, lá me ajudava a masturbar-me, e eu ficava todo contente e também lhe fazia a ela o mesmo, mas sempre contra a vontade dela. As coisas foram se alterado e eu cheguei à conclusão que não valia a pena estar a insistir, quando ela tivesse vontade ela que me procurasse.</p>
<p>Ultimamente tenho notado que ela dá mais atenção as pessoas de fora do que a mim, comecei a ficar desconfiado que ela tivesse outro parceiro e comecei novamente a apertar com ela, sendo que ela sempre me rejeitava, alegando ou que estava mal disposta ou cansada ou porque o filho estava conosco, mil e um desculpas só para não fazermos sexo. Abordei de uma forma um pouco rude, verbalmente, no sentido de voltarmos a ser um casal e não só pais do nosso filho, e após muita insistência minha ela disse-me que não se ia deitar na cama comigo só para fazer sexo, pois não tinha desejo nenhum, não tinha intenções de me servir como as meninas de boa vida fazem. Mais informou-me que já se habituou a viver sem sexo e não sente necessidade nenhuma.</p>
<p>Estou muito triste com este situação, pois eu adoro a minha mulher, e com esta situação de ela não querer ter sexo comigo, está a dar comigo em doido. Segundo ela não tem interesse em fazer sexo comigo nem com ninguém e ficou super zangada com eu desconfie dela. Ela inclusive disse-me que gosta de mim, mas que já não sente necessidade de ter sexo, não sente falta, disse que se nós por ventura nos separarmos ela não vai querer mais nenhum homem e também tem a certeza que não arranjará outro homem melhor do que eu.</p></blockquote>
<p>Caro Paulo,</p>
<p>O problema que apresenta tem alguma complexidade na medida em que a falta de desejo da sua mulher é anterior ao nascimento do seu filho e não provocada por este. A sua mulher tem um problema de sexualidade que necessita de ser investigado e que foi reforçado negativamente através da dinâmica da relação e da forma como ela sentiu (e atribuiu significado) à sua abordagem sexual bem como do nascimento do seu filho.</p>
<p>Em Portugal, devido às características culturais e sociais do país é frequente as mulheres apresentarem problemas de sexualidade relacionados com a forma como a aprendizagem da sexualidade foi feita e a ideia de que os homens tendem a instrumentalizar as relações para conseguirem ter sexo que é muitas vezes visto como uma forma de objectificação e até abuso das mulheres. Esta ideia é óbviamente uma distorção grave do que deverá ser uma sexualidade saudável no contexto da relação amorosa, em que o sexo é a expressão física do afecto que aproxima e consolida a relação.</p>
<p>Por outro lado, também é comum as mulheres instrumentalizarem a relação sexual como forma de sentirem poder na relação. A pessoa que decide sobre quando e como o casal tem sexo é óbviamente a pessoa que controla uma parte fundamental da relação. Numa sociedade ainda marcada por um certo machismo o controle do sexo era muitas vezes o único recurso das mulheres para conseguirem reinvindicar outras necessidades na relação como atenção, valorização do seu papel etc.</p>
<p>Uma relação intíma sem sexualidade é uma relação disfuncional na medida em que uma parte fundamental da intimidade do casal é negligenciada com consequências óbvias para o funcionamento da relação como por exemplo a frustração que está a sentir e que dá origem a uma resposta cada vez mais inibida da sua mulher e um afastamento do casal. Por outro lado é necessário analisar que outros factores poderão estar na origem na recusa da sua mulher que poderão ser de ordem individual e ou relacional.</p>
<p>Este tipo de problemas têm tratamento e conseguem-se obter bons resultados muitas vezes num período curto de tempo. Se a sua mulher não se quiser tratar, o Paulo terá que ponderar até que ponto deseja permanecer numa relação em que não há sexo. Uma relação sem sexo só poderá fazer sentido se ambas as pessoas quiserem essa opção, caso contrário haverá sempre algum tipo de consequências para a dinâmica do casal que levam muitas vezes à separação ou à procura de sexo fora da relação. O que seria lamentável porque vejo que gosta da sua mulher e ela de si.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/47/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=47&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Ejaculação Precoce</title>
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		<pubDate>Fri, 06 Nov 2009 11:45:40 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<description><![CDATA[Em Portugal a aprendizagem da sexualidade está ainda caracterizada pela clandestinidade, por sentimentos de vergonha e pudor associados às práticas sexuais e em alguns contextos o sexo é sinónimo de pecado, sujidade e impureza. A privacidade dos adolescentes não é &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2009/11/06/ejaculacao-precoce/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=41&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p>Em Portugal a aprendizagem da sexualidade está ainda caracterizada pela clandestinidade, por sentimentos de vergonha e pudor associados às práticas sexuais e em alguns contextos o sexo é sinónimo de pecado, sujidade e impureza. A privacidade dos adolescentes não é muitas vezes respeitada pelas famílias cada vez mais obsessivas com o controle sobre os filhos. Os rapazes têm frequentemente dificuldade em se masturbar de forma descontraída com receio que as mães apareçam de surpresa no quarto. Mesmo quando começam a namorar os jovens portugueses estão normalmente sujeitos a terem as primeiras relações sexuais nas casas dos pais, no carro ou em situações que despoletam um nível elevado de adrenalina ao qual se acrescenta a natural ansiedade de desempenho resultante das primeiras experiências sexuais.<span id="more-41"></span></p>
<p>Não é por isso de admirar que em contextos em que as práticas sexuais estão sujeitas a tantos restringimentos que as relações sexuais sejam optimizadas e que a ejaculação aconteça de forma prematura como resposta às situações referidas. No caso de Portugal, depois das primeiras experiências sexuais, os rapazes heterossexuais têm alguma dificuldade em manter uma vida sexual activa mesmo quando estão em relação. Não só porque vivem até tarde em casa dos pais mas também porque as raparigas por razões culturais muitas vezes procuram valorizar-se perante os rapazes, usando a sua (in)disponibilidade sexual como forma de manipular a relação e o jogo da sedução. Curiosamente os homens homossexuais não tendem a ter problemas de ejaculação precoce devido à facilidade com que encontram parceiros para sexo e ao intenso treino adquirido nos primeiros anos de actividade sexual.</p>
<p>Obviamente a ejaculação precoce não é só um problema dos homens portugueses, embora a incidência seja muito elevada no nosso país. Na verdade a ejaculação precoce é a uma das  disfunções  sexuais mais comuns e estima-se que um terço dos homens não se considerem satisfeitos com a sua capacidade para controlar o orgasmo.</p>
<p>Quase todos os homens ejaculam de forma prematura nas primeiras relações sexuais e só com o tempo e prática adquirem o controle necessário para atingir uma experiência mais gratificante e satisfatória. Contudo, muitos deles acabam por definir o seu desempenho sexual pelo tempo apreendido para chegar ao orgasmo, que passa a ser um mecanismo involuntário muito difícil de controlar. Alguns homens acabam mesmo por associar a ejaculação prematura a uma libido fogosa que assim manifesta a intensidade do desejo e excitação pelo objecto sexual.</p>
<p>A definição, causas e tratamento da ejaculação precoce são diversas e motivo de desacordo e controvérsia entre os especialistas. A característica comum a todas as definições é que o homem sente que tem pouco ou nenhum controle sobre o momento da ejaculação o que o leva normalmente a sentimentos de vergonha e inadequação. Esta problemática adquiriu maior importância social nas últimas décadas, em que a duração da relação sexual passou a ser mais valorizada associada ao enfoque no prazer sexual de ambos os parceiros em lugar da viabilidade reprodutiva.</p>
<p>São vários os  tratamentos para a ejaculação precoce. Os mais comuns são as intervenções comportamentais em que são prescritos exercícios para a ser realizados individualmente ou com a parceira(o) com o intuito de (re)aprender o controle ejaculatório. Estes exercícios são acompanhados por uma avaliação da história sexual e de desenvolvimento do paciente com vista a serem identificados conflitos ou desconforto com a sexualidade que possam estar a obstaculizar o desempenho sexual. O objectivo passa por incrementar a auto-confiança e a compreensão e diluição das causas que estiveram na origem do problema.</p>
<p>Outro tipo de abordagem pode ser realizada através da relação, avaliando-se a evolução da sexualidade do casal e a percepção que cada um terá do “problema”. A dinâmica da relação, as questões relacionadas com a sexualidade na família de origem de cada pessoa e o contexto sócio-cultural em que cresceram são outros aspectos a ser considerados. A prescrição de exercícios é focalizada na interacção entre os membros do casal.</p>
<p>Por último, pode-se recorrer a medicação como complemento do tratamento psicoterapêutico, sendo comum o recurso a  antidepressivos da categoria SSRI, que actuam sobre o mecanismo de recaptura de serotonina no cérebro e o Viagra. Tanto uma medicação como a outra de forma geral atrasam a ejaculação, embora como com todos os medicamentos, as respostas são variáveis e a escolha do medicamento deverá obedecer a uma avaliação cuidadosa por parte de um médico especializado nesta área.</p>
<p>Apesar da variedade de intervenções, o sucesso do tratamento nem sempre é garantido e as “recaídas” são comuns. Segundo um dos maiores especialistas na matéria, Derek Polonsky (2000), é fundamental compreender o significado da sexualidade para o homem, a sua capacidade para se sentir confortável na relação intima, e o papel que a ejaculação precoce poderá ter na dinâmica relacional. Polonsky sugere quatro tipos de ejaculação precoce: a Simples, a Simples e Relacional, a Complexa e a Complexa e Relacional.</p>
<p>A ejaculação precoce simples será a mais fácil de tratar e com maior taxa de sucesso nos resultados e permanência destes. Nos casos em que estejam implicadas questões relacionais, o tratamento é mais complicado e está dependente da colaboração da parceira(o), das suas questões individuais e da dinâmica do casal. Os casos mais complexos envolvem problemas psicológicos independentes das questões da sexualidade e implicam uma terapia mais complexa e de maior duração, quer a nível individual quer a nível do casal.</p>
<p>Referências:</p>
<p>Polonsky, D. C. (2000). Premature Ejaculation. In S. R. Leiblum &amp; R. C. Rosen (Eds.), <em>Principles and practice of sex therapy (3rd ed., pp. 305-332). New York: Guilford Press</em></p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/41/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=41&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Infidelidade na Internet</title>
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		<pubDate>Thu, 12 Mar 2009 19:31:41 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
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		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[infidelidade]]></category>
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		<category><![CDATA[sexo]]></category>

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		<description><![CDATA[Somos um casal jovem (de 29 anos), casados há 4 anos. Considero que sempre tivemos uma vida sexual activa normal, è verdade. Em Novembro do ano passado descobri que o meu marido tinha umas experiências, que para mim não são normais!! Deste modo, &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2009/03/12/infidelidade-na-internet/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=32&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Somos um casal jovem (de 29 anos), casados há 4 anos. Considero que sempre tivemos uma vida sexual activa normal, è verdade.</p>
<p>Em Novembro do ano passado descobri que o meu marido tinha umas experiências, que para mim não são normais!! Deste modo, descobri que ele via sites/vídeos pornográficos (isto eu sabia que ele &#8220;gostava&#8221; de o fazer de vez em quando!!!), mas o que eu achei mais estranho foi o facto de ele se masturbar enquanto o fazia!!! Descobri também que se inscreveu num site (adultfindfriend), procurando mulher entre os 18-30 anos para sexo a dois!!<span id="more-32"></span></p>
<p>Obviamente quando vi isto fiquei chocada!! Jamais imaginei que seria capaz disso, senti-me traída!!</p>
<p>Confrontei-o com a situação, e ele disse-me que era &#8220;normal, é curiosidade&#8221;!</p>
<p>Não me parece que seja normal, e parece-me que é &#8220;curiosidade&#8221; a mais.</p>
<p>Eu quero pensar que isso foi uma fase, que passa, e que ele nunca teve intenção de me magoar. Mas, fê-lo, e desde então, que de vez em quando este fantasma me assombra!!!</p></blockquote>
<p>Surge com frequência a questão das fantasia sexuais no contexto da relação e como estas podem ser geridas pelo casal. Na fase do enamoramento, as pessoas estão completamente centradas no outro, não havendo grande espaço para fantasiar sobre outra pessoa que não seja o amado ou a amada. Contudo, este período tem uma duração limitada que pode ir no máximo até aos 2 anos, conforme indicam vários estudos nesta área.</p>
<p>Durante a fase do enamoramento, desenvolve-se o vínculo afectivo que permitirá o crescimento da relação e a ambos os indivíduos serem capazes de aceitar e tolerar as verdadeiras características do outro, passando assim duma fase romântica a um entendimento mais real da pessoa amada.</p>
<p>Por outro lado, surgem com maior visiblidade os aspectos negativos da outra pessoa e o casal entra numa fase de maior rotina muitas vezes associada à decisão de se casar ou viver juntos. A possibilidade de estabelecer uma relação de forma mais séria e durável implica a iminência da perda da individualidade e pode dar origem a estratégias várias que se constituem como obstáculos ao crescimento da relação.</p>
<p>As dificuldades em permanecer e investir na relação estão normalmente relacionadas com estratégias interiorizadas na família de origem e pela forma como foi desenvolvida a personalidade e identidade da pessoa ao longo do tempo, bem como influências do meio exterior, sociais e culturais.</p>
<p>Exemplos comuns das  dificuldades em permanecer na relação são os sintomas fóbicos, ou seja, medos irracionais do que poderá acontecer se o indivíduo ficar somente com uma pessoa. São exemplos destas fobias, o sentir-se sufocado pela relação, sentir que se perdeu a liberdade individual, ou ainda sentir que não se experimentou o suficiente para dar um passo mais sério. O compromisso com alguém leva a pessoa a recear que a sua identidade se dilua chegando mesmo ao ponto de não se reconhecer se for fiel a uma só pessoa. Em suma, o indivíduo receia que se perca uma parte fundamental de si próprio se decidir investir numa relação com alguém.</p>
<p>Outras estratégias mais complexas estarão relacionadas com as formas como o inconsciente boicota a experiência relacional com base em experiências traumáticas que aconteceram no passado. Nestes casos, a pessoa tenderá a boicotar a relação com receio de ser abandonada ou para evitar cenários de grande decepção ou sofrimento. Noutras situações, o indivíduo não se valoriza o suficiente (baixa auto-estima), o que o leva a não valorizar quem gosta de si e consequentemente as relações que lhe proporcionam bem-estar e estabilidade, ou por outro lado, a permitir cenários de abuso e maltrato.</p>
<p>Todas estas variáveis poderão participar em dinâmicas complexas que levam muitas pessoas a perder o desejo na relação ou a procurar através da fantasia sexual com o outro sabotar a mesma e logo sabotar-se a si próprias. Mas a fantasia sexual com o outro não significa necessariamente que a pessoa  não deseje permanecer na relação ou que esteja a pôr em causa o compromisso que assumiu.</p>
<p>Quando se está em relação, não se fica cego ou surdo relativamente aos outros e às fantasias com outros. O que se torna importante é a forma como se enquadram esses pensamentos e é possibilitada a sua emergência no contexto relacional.</p>
<p>Quando a relação não corre bem, as pessoas tendem a procurar outros pontos de apoio ou escapes, como forma de evitar o stress ou sentimentos negativos provocados pela dinâmica relacional. Nestes momentos, a fantasia sexual com o outro reforça o ego do indivÍduo na medida que lhe assegura a sua própria validade através da capacidade de seduzir alguém diferente e a possibilidade, mesmo que remota, de poder deixar o parceiro(a). A ideia de que existe sempre alguém melhor que vai resolver os nossos problemas pessoais ou relacionais acaba por evitar que a pessoa desenvolva a necessária tolerância à frustração, resultante de lidar com os aspectos negativos do outro e dela mesma e aceite permanecer na relação com uma só pessoa, sem se sentir vulnerável por isso.</p>
<p>Se poderá ser admissível, e  essa será uma condição a negociar na relação, cada membro do casal poder visionar e desfrutar de pornografia a título individual — não me parece que esta condição constitua em si mesma um problema, quando ambos estão seguros da sua sexualidade e da vontade de estar com o outro.</p>
<p>Quando uma das pessoas decide passar várias horas em frente ao computador e no caso do marido da leitora, procurar explicitamente um encontro com alguém, ele poderá estar ou não a trair a companheira, dependendo do seu conceito de fidelidade e do que este representa para a relação. Muitas vezes o conceito de fidelidade não se aplica da mesma forma para um e para o outro, sendo frequente as pessoas serem mais indulgentes consigo mesmas. Será que o seu marido também aceitaria o mesmo comportamento da sua parte?</p>
<p>A leitora sentiu-se traída e esse sentimento é suficiente para poder confrontar o seu marido e esclarecer o modo como a fidelidade é entendida na relação. E quando ele vê as imagens no computador ou se masturba, também se sente igualmente traída? O que a leva a querer controlar os momentos a sós do seu marido? Será que já se sentia insegura na relação antes de descobrir as fantasias do seu marido? Como estão as suas necessidades a ser atendidas na relação?</p>
<p>De alguma maneira, na situação descrita, o seu marido poderá estar a testá-la quanto à sua capacidade para aceitar este tipo de comportamento e o conceito de fidelidade que lhe está inerente. Mas esta forma de o fazer também poderá revelar a dificuldade que o seu marido poderá ter em comunicar consigo sobre aspectos que não correm bem na vida do casal ou não ter consciência de aspectos internos que possam estar a sabotar a relação.</p>
<p>Caberá a ambos decidir em que termos aceitam ter a relação e qual o tipo de  fidelidade esperada, discutindo abertamente sobre o assunto. A confrontação com o outro é necessária para que seja claro o que está em jogo e as opções que se oferecem ao casal. Neste processo poderá ser útil o recurso à terapia individual ou de casal, para melhor avaliar a situação e os recursos disponíveis para encontrar soluções para os problemas.</p>
<p>Muitas vezes os casais presumem que existe um paradigma erótico para a relação que é o paradigma de quando estão apaixonados, tornando os estádios posteriores da relação sempre menos estimulantes e eróticos. Por outro lado, o modelo de relação dos pais surge muitas vezes como uma experiência não erótica e uma vida de casal rotineira, pouco estimulante e satisfatória. Na verdade, se o investimento colocado na procura de estímulos exteriores for canalizando para a procura de soluções imaginativas e lúdicas na vida do casal, a relação irá fortalecer-se e ganhar maior profundidade e satisfação.</p>
<p>Estar em relação é também uma opção que implica cedências, esforço, adaptação ao outro e mudanças em nós próprios. Mas este desafio constante, a longo prazo, acaba por ser mais gratificante do que a fantasia do que poderíamos ser e fazer, no mundo virtual das nossas projecções.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/32/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=32&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Vida Sexual Pós-Parto</title>
		<link>http://ruiferreiranunes.com/2009/02/13/vida-sexual-pos-parto/</link>
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		<pubDate>Fri, 13 Feb 2009 08:35:17 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consultório online]]></category>
		<category><![CDATA[amamentar]]></category>
		<category><![CDATA[auto-imagem]]></category>
		<category><![CDATA[bebé]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[dinâmica familiar]]></category>
		<category><![CDATA[parto]]></category>
		<category><![CDATA[relação]]></category>
		<category><![CDATA[sexualidade]]></category>

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		<description><![CDATA[Olá. Tenho uma filhota com 6 meses e já não amamento. Durante a minha gravidez senti que o meu apetite sexual estava no seu auge. No entanto, após o parto eu até deixei de pensar nisso! Se não fosse pela &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2009/02/13/vida-sexual-pos-parto/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=30&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<p><span id="more-30"></span></p>
<blockquote><p>Olá. Tenho uma filhota com 6 meses e já não amamento. Durante a minha gravidez senti que o meu apetite sexual estava no seu auge. No entanto, após o parto eu até deixei de pensar nisso! Se não fosse pela insistência do meu marido acho que não teria tido uma única relação sexual desde que a bebe nasceu! Ás vezes penso que isso acontece pelo facto de eu ter engordado 25kg&#8230; mas esse pensamento não me dá vontade de emagrecer. É como se sentisse que simplesmente não preciso de sexo! Pode me ajudar?</p></blockquote>
<p>Quando um bebé nasce é normal que a mãe esteja totalmente centrada em cuidar da criança, canalizando todo o investimento afectivo para esta. Presumindo que esta é a sua primeira filha, este tipo de preocupações são ainda redobradas. Na verdade há pouco espaço para os outros, nomeadamente para o marido e pouca consciência de algumas necessidades que entretanto passaram para segundo plano como as relações sexuais. O parto pode também originar alterações hormonais e neuronais que afectam o desejo, embora estes sistemas tendam com o decorrer do tempo a voltar à normalidade. O facto de ter engordado com a gravidez pode criar problemas de imagem e diminuir a auto-estima, sentindo-se menos desejável e logo menos predisposta a ser desejada.  </p>
<p>Será importante avaliar qual o impacto do surgimento deste bebé na dinâmica do casal, se existem questões na relação, ou individualmente, anteriores ao nascimento, que não foram resolvidas ou mesmo abordadas e que poderão ter sido despoletadas pelo aparecimento de mais um elemento na dinâmica familiar. Também convinha fazer exames médicos para avaliar algum tipo de alteração hormonal. </p>
<p>Por último seria necessário saber se para além de não ter vontade de sexo existem outros sintomas como ansiedade, tristeza, alterações do sono ou do apetite etc. que acompanham a falta de desejo. A estimulação e esforço exigidos na preparação do parto e posteriormente no cuidar da criança conduzem a um desgaste grande na mãe e à necessidade de um tempo de recuperação até atingir de novo o equilíbrio desejável. É conhecido como a mulher pode ficar mesmo deprimida como reacção ao esforço realizado.</p>
<p>Ao ler a sua questão pareceu-me que o bebé veio preenche-la de uma forma que parece substituir a própria necessidade sexual. Durante o período de amamentação, a intimidade com o bebé e mesmo o acto de sucção do peito constituem uma experiência muito gratificante para a mãe do ponto de vista físico e psicológico. Quando o período de amamentação termina e é expectável um retorno à vida normal do casal, a mulher pode sentir a nível inconsciente que está a trair o bebé, o que se pode traduzir numa reacção depressiva e ou diminuição do desejo pelo companheiro. Nesta perspectiva, a manutenção do peso seria a forma inconsciente de reduzir o desejo pelo seu marido e assim não trair o bebé.</p>
<p>Como já passaram 6 meses convêm retomar a atenção a si própria e ao seu companheiro para que a relação recupere a vitalidade inicial. Para isso poderá recriar as condições que inicialmente suscitavam o desejo no casal e planear outras que lhe pareçam adequadas para a situação actual como cuidar da sua imagem, sentir-se mais atraente, planear um tempo para desfrutar a relação a sós com o seu companheiro. Se os sintomas permanecerem deverá consultar um terapeuta para a ajudar neste processo.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/30/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=30&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<item>
		<title>Vida Dupla</title>
		<link>http://ruiferreiranunes.com/2009/01/07/vida-dupla/</link>
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		<pubDate>Wed, 07 Jan 2009 16:50:23 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consultório online]]></category>
		<category><![CDATA[conflito]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[fantasia]]></category>
		<category><![CDATA[orientação sexual]]></category>

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		<description><![CDATA[Tenho 45 anos, sou casado e tenho um filho. Tive a minha primeira relação com um rapaz, tinha eu 12 anos, sempre tive atracção pelo sexo masculino, casei com 21 anos, pensava que os meus desejos e pensamentos eram apenas fantasias malucas. &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2009/01/07/vida-dupla/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=24&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Tenho 45 anos, sou casado e tenho um filho. Tive a minha primeira relação com um rapaz, tinha eu 12 anos, sempre tive atracção pelo sexo masculino, casei com 21 anos, pensava que os meus desejos e pensamentos eram apenas fantasias malucas. Vivo num eterno conflito comigo mesmo. Às vezes penso que vou explodir, tenho desejos fortes incontroláveis, já pensei em me assumir, mas ao mesmo tempo tenho muito medo em tomar uma decisão precipitada.<span id="more-24"></span></p></blockquote>
<p>Muitas pessoas apresentam conflitos que resultam das suas opções não serem coerentes com os seus desejos internos. Ao contrário do que alguns pensam a orientação sexual não é uma opção mas um processo interno que se define ao longo do desenvolvimento do individuo. Os desejos e fantasias do leitor apontaram desde cedo para uma direcção homossexual que foi mesmo concretizada e posteriormente transformada numa fantasia para que pudesse viver de acordo com o que era esperado por si socialmente.</p>
<p>Esta condição a que muitos se submentem acaba por causar grande sofrimento para a pessoa e sentimentos contraditórios. O indivíduo sente-se desonesto consigo mesmo e com os outros o que provoca um descomforto permanente e a sensação duma vida dupla. Paradoxalmente, o desejo reprimido acaba por ser muito dificil de tolerar levando a que muitos individuos optem por enfrentar os obstáculos inerentes à assunção duma orientação sexual diferente.</p>
<p>O leitor deverá ponderar sobre as consequências de se assumir ou não se assumir numa perspectiva da sua vida futura como um todo. Viver de uma forma mais autêntica consigo mesmo implicará relações mais autenticas com os outros e desde logo coragem para enfrentar as mudanças que necessáriamente irão ocorrer. Por outro lado, as pessoas que gostam verdadeiramente de si permanecerão próximas. As pessoas que não o aceitarem, transportarão porventura outro tipo de conflitos ou preconceitos alheios à sua decisão. Será vantajoso o leitor recorrer a apoio psicoterapeutico, leituras sobre o tema e mesmo procurar o apoio de familiares ou amigos com quem possa partilhar as suas preocupações. Apesar das dificuldades para gerir este processo, os sentimentos de alívio, liberdade e maior congruencia justificam os meios para alcançar os fins.</p>
<br />  <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gocomments/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/comments/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godelicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/delicious/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gofacebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/facebook/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gotwitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/twitter/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/gostumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/stumble/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/godigg/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/digg/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/" /></a> <a rel="nofollow" href="http://feeds.wordpress.com/1.0/goreddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/"><img alt="" border="0" src="http://feeds.wordpress.com/1.0/reddit/ruiferreiranunes.wordpress.com/24/" /></a> <img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=24&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></content:encoded>
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		<title>Falta de Desejo</title>
		<link>http://ruiferreiranunes.com/2009/01/04/falta-de-desejo/</link>
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		<pubDate>Sun, 04 Jan 2009 20:39:56 +0000</pubDate>
		<dc:creator>Rui Ferreira Nunes</dc:creator>
				<category><![CDATA[Consultório online]]></category>
		<category><![CDATA[desejo]]></category>
		<category><![CDATA[erotismo]]></category>
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		<category><![CDATA[relação]]></category>
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		<description><![CDATA[Somos um casal há dez anos. No início o desejo sexual era bastante forte, mas as coisas foram esfriando com o tempo, o que pensamos ser natural. Queríamos saber se existe alguma forma de podermos recuperar esse desejo forte um pelo outro como &#8230; <a href="http://ruiferreiranunes.com/2009/01/04/falta-de-desejo/">Continuar a ler <span class="meta-nav">&#8594;</span></a><img alt="" border="0" src="http://stats.wordpress.com/b.gif?host=ruiferreiranunes.com&#038;blog=29796171&#038;post=15&#038;subd=ruiferreiranunes&#038;ref=&#038;feed=1" width="1" height="1" />]]></description>
			<content:encoded><![CDATA[<blockquote><p>Somos um casal há dez anos. No início o desejo sexual era bastante forte, mas as coisas foram esfriando com o tempo, o que pensamos ser natural. Queríamos saber se existe alguma forma de podermos recuperar esse desejo forte um pelo outro como era no início?<span id="more-15"></span></p></blockquote>
<p>É um facto que a rotina e a acomodação à vida de casal pode diminuir o desejo no casal. Não é normalmente erótico executar tarefas domésticas, discutir despesas, ver a pessoa chegar a casa cansada do trabalho. Existem no entanto várias possibilidades de &#8220;animar&#8221; o desejo num casal instalado na relação. O nosso lado erótico está intimamente associado às nossas fantasias. Poderá discutir com o seu companheiro (a) quais são as vossas fantasias e planear realizá-las, atendendo a todos os detalhes que as tornam particularmente excitantes para si e para o outro. A fantasia sexual alimenta-se da criatividade, da literatura erótica, dos filmes eróticos ou pornográficos, da observação dos outros&#8230;usar uma determinada peça de roupa pode ser extremamente erótico para o seu companheiro(a) e para si!</p>
<p>A fantasia erótica está muitas vezes associada a cenários de transgressão. Cada casal e cada indíviduo tem uma concepção subjectiva do que será trangressor para si a até que ponto é tolerável trangredir. Enquanto para uns, recorrer a brinquedos sexuais ou ter sexo na praia será trangressor e aceitável, para outros pode implicar outras situações de maior risco tais como sexo num lugar público. A exposição é aliás outra forma de estimular a sexualidade no casal. Ao contrário do que se poderia pensar, sairem à noite e dançarem juntos perante os olhares e desejo dos outros, acaba por valorizar e estimular o desejo pelo seu companheiro(a).</p>
<p>Outras receitas mais conhecidas como passar férias num sítio exótico ou um jantar romântico implicam a quebra da rotina dum casal saudável e o relembrar de como é gratificante quando o desejo se associa ao afecto pela pessoa amada. Em suma, o reanimar da sexualidade, tal como outras áreas da relação presupôem imaginação, planeamento e investimento pessoal. Contudo, as questões relacionadas com a falta de desejo poderão ter motivações psicológicas mais complexas relacionadas com a história e estrutura do indivíduo e a dinâmica da relação. Nesses casos será aconselhável consultar um terapeuta para auxiliar o casal a identificar os factores inconscientes perturbadores do desejo e encontrar formas de os contornar.</p>
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